Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor


calendário

Junho 2012

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930


Pesquisar

 


Lições do inventor do Post-it para inovar na empresa

Domingo, 10.06.12

Por Vitor Cavalcanti* | InformationWeek Brasil

Era 1953 quando Art Fry se juntou ao time da 3M. A passagem desse cientista e um dos nomes mais lembrados quando se fala em inovação dentro das empresas poderia ter sido comum, simples, algo que passasse despercebido. Mas ele foi além e marcou a história da corporação com uma visão de futuro e fazendo bom uso do tempo que tinha para pensar produtos ou soluções que, de alguma forma, causassem impacto na vida dos clientes da fabricante.
 
“Nem sempre importa o fato de tentarmos fazer algo melhor, mas fazer diferente, muitas vezes, é isso que o cliente precisa”, comenta Fry, ao falar para executivos com diversos tipos de formação em evento sobre inovação realizado pela 3M, em São Paulo. “Criatividade e inovação são mecanismos de sobrevivência, as mudanças são constantes e inevitáveis. As empresas falham em se organizar em unidades não-flexíveis, por serem complacentes ao acreditarem que são suficientemente boas no que fazem”, ensina.
 
Para Fry, uma companhia voltada à inovação e que quer isso como parte da cultura corporativa não pode trabalhar constantemente de olho no ROI, pressionando por lucro e produtividade. O especialista entende que isso pode cercear o processo de inovação. “Não se pode solucionar os problemas de hoje com as soluções de ontem. E, para isso, dependemos de pessoas. A preocupação está em criar produtos que realmente sirvam as pessoas e atendam necessidades.”
 
Durante sua apresentação, Fry passou por diversos pontos, exaltou a necessidade de focar em pessoas e não demasiadamente em processos, como muitas companhias insistem, e teorizou dizendo que a parte mais complexa em inovação está em fazer com que os clientes abandonem seus padrões e se adaptem àquilo que foi criado. “Quando entrei na 3M, em 1953, era uma companhia pequena e hoje fatura US$ 30 bilhões. Somos livres para pensar. Eu criei o Post-it e vocês usam. Há muitos problemas que pedem soluções em nossas vidas e isso é inspirador.”
 
De tudo o que ele falou, destacaria cinco pontos que se adaptam facilmente a qualquer departamento de uma empresa, inclusive o de tecnologia da informação. Mas não leve isso como uma fórmula mágica, mas como pontos de reflexão para criar um framework que se adapte à sua realidade.
 
Gestão comprometida
 
O primeiro ponto é ter patrocínio e comprometimento da gestão. Sem isso, a cultura não se solidifica. E inovação, como lembra Fry, é algo cultural, “ela acontece quando as pessoas aceitam um novo padrão. Temos diferentes culturas entre as organizações e elas funcionam como ferramentas que nos fazem existir”. No caso da 3M, existe a regra dos 15%, que é o tempo que pode ser destinado a pensar coisas além das suas tarefas diárias, isso pode funcionar como um grande estímulo, embora não se integre a qualquer ambiente.
 
Financiamento
 
Sem investimento nada acontece e ninguém aqui está falando em muito dinheiro. As vezes o custo é perto de zero e esse investimento pode significar tempo e ferramentas já disponíveis na corporação. Mas uma coisa é certa, ele precisa “ser contínuo, é o investimento que segura a inovação em produtos”. Embora o foco seja em produto, o gestor de TI pode levar isso para sua rotina. Sem instrumentos ou espaço adequado, dificilmente sua equipe fará sugestões.
 
Empreendedores
 
Os empreendedores são vitais para que a inovação aconteça e eles só permanecem em uma companhia se o ambiente for favorável ao experimento e aberto às novas sugestões. “As pessoas que fazem e pensam diferente são as que te darão uma parcela maior de mercado”, afirma Fry. Levando isso para TI, ao praticar o empreendedorismo na área, você pode garantir mais visibilidade ao departamento e garantir mais satisfação perante os usuários.
 
Olho nos clientes
 
Essa lição é básica e, no caso da TI, além de olhar o cliente, já que o departamento pode liderar projetos inovadores ou mesmo sugerir ideias legais por ter uma visão completa do negócio, é mirar os usuários e pensar em oferecer o melhor produto ou a melhor experiência. “Temos clientes lá fora com dinheiro para gastar em coisas malucas que possamos criar”, brinca Fry.
 
Coaching
 
“Você ganha por compartilhar e não guardar a experiência em seu departamento.” Essa frase resume muitos dos problemas que as companhias enfrentam pela falta de uma boa gestão do conhecimento ou mesmo por resistência em colaborar e compartilhar conhecimento. E Fry vai além colocando o coaching como ponto fundamental na formação da cultura e na manutenção de sua continuidade. Lembra, ainda, que reorganizar a companhia de forma constante pode ser necessário, apesar de ser algo extremamente trabalhoso.

*Sobre o autor: Jornalista formado e pós-graduado em Negociações Econômicas Internacionais. Atua na área desde 2001, tendo passagens por TV, agência de notícias e comunicação pública. Escreve para InformationWeek Brasil desde 2008.

Link: http://informationweek.itweb.com.br/8517/licoes-do-inventor-do-post-it-para-inovar-na-empresa/

Autoria e outros dados (tags, etc)

por INESUL às 23:45


Comentários recentes

  • Nino

    Nem todo mundo ama essa prisão corporativa em que ...

  • Felipa Gui

    Sinceramente pra falar a verdade e pra aprender a ...

  • Katherine

    Oi eu tenho uma dúvida, se eu fui aprovado em um p...

  • Saulo

    Sera que os profissionais de RH leram esses coment...

  • Anónimo

    INCRÍVEL QUANDO VOCÊ ESTÁ EM UMA ENTREVISTA CONTAN...