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Descuidos organizacionais

Quarta-feira, 12.09.12

Por Marcos Ton para o RH.com.br

 

Nos últimos meses, principalmente dentro da atual conjuntura global de desafios, inúmeras empresas, dos mais variados portes, vêm concentrando-se em resolver os seguintes problemas:
- Como melhorar a atual performance da equipe?
- Como reter e desenvolver talentos?- 
- Como ter as pessoas certas, contribuindo nos lugares certos?
- Como desenvolver uma mentalidade de sucessão saudável na organização?
- Como investir recursos de desenvolvimento e capacitação de forma assertiva?

Tendo essas questões em mente, o diagnóstico preliminar é bastante pragmático e direto: para muitas empresas falta uma visão de Desenvolvimento Humano e Organizacional, fato que, no dia a dia, revela-se como um verdadeiro "descuido organizacional".

Tal fato é facilmente detectável no cotidiano de muitas organizações e negócios, denotando inúmeras ações desconectadas, complexas e mal compreendidas e, principalmente, desfocadas de resultados relevantes ao negócio.

Assim, o objetivo deste artigo não é fazer julgamentos ou críticas a nenhuma área em específico, mas chamar a atenção para certos descuidos possíveis de acontecer em qualquer empresa e que precisam ser seriamente discutidos nos comitês de RH e da alta direção nos atuais tempos.

1. Ausência de Avaliação de Potencial: antes de iniciar qualquer ação de T&D, por exemplo, deve-se primeiro ter o entendimento de que cada negócio é composto por pessoas com talentos específicos, ou seja, potenciais que precisam estar altamente alinhados com as competências-chave de cada função/negócio, problema que é facilmente resolvido com o uso de ferramentas de avaliação de potencial capazes de fazer o "job-matching" de cada colaborador.

2. Recrutamento e Seleção superficiais: também, sem entrar na discussão de técnicas e/ou metodologias de R&S, é preciso dar "ciência" a esta fase do processo, o que novamente é possível por meio de ferramentas de avaliação de potencial capazes de revelar, com clareza e profundidade, o perfil de cada candidato, auxiliando a empresa a colocar a pessoa certa na função certa.

3. Treinamento desfocado de resultados: ações de T&D demandam uma visão estratégica de Desenvolvimento Humano e Organizacional, onde é preciso conhecer as metas do negócio e as competências necessárias para alcançá-las. A partir disso é possível identificar "gaps" na equipe ou profissional, e avançar para programas de treinamento e desenvolvimento customizados a cada necessidade.

4. Gestores despreparados: outra questão crítica é o fato de que muitos esforços de DHO, dentro de uma empresa, são diariamente desperdiçados em função do despreparo de muitos líderes e gestores frente às suas equipes, no que diz respeito ao principal papel de suas funções: inspirar e desenvolver pessoas, algo que pode, por exemplo, ser resolvido com uma capacitação em Liderança Coach ou até mesmo por meio de um programa de "Executive Coaching".

5. Inexistência de visão de sucessão: vivemos num momento de grande transição de carreiras, sendo bastante comum presenciar um total desespero das empresas quando perdem seu executivo Nº 1, justamente por não conseguirem, rapidamente, enxergar possíveis sucessores, situação que poderia ser amenizada com um amplo mapeamento de competências em conjunto com programas de treinamento e desenvolvimento.

Reconhecemos que os desafios de Desenvolvimento Humano e Organizacional são imensos por natureza, porém a questão está em adicionar a esse fato uma abordagem negligente, algo como a inimaginável cena na qual um sujeito entra num centro médico cirúrgico, apanha um bisturi e inicia uma operação do coração num paciente, após ter assistido a um vídeo do assunto no Youtube.

Apesar disso, acreditamos que um RH competente e o uso de ferramentas adequadas e eficazes são capazes de acabarem com a maioria das "negligências organizacionais" presentes em muitas empresas, negligências que diariamente tomam tempo, desfocam prioridades, criam estresse e desgastam as relações profissionais entre a empresa, equipes e gestores e, principalmente, afetam os resultados.

Pense nisso e comece a agir agora em favor do seu negócio!

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por INESUL às 12:24


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