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Estar no topo não deveria ser algo solitário

Segunda-feira, 12.11.12
Por George Kohlrieser* | Portal HSM
 
Tradicionalmente, líderes empresariais estão no topo das pirâmides organizacionais. São pessoas visionárias que se distanciam dos outros – peritos isolados dos funcionários da empresa. Esta imagem reforça o sentimento de que é solitário estar no topo. É comum pensar que os líderes precisam estar desconectados dos outros a fim de assumir o comando e manter a objetividade.
 
Nada, porém, poderia ser estar mais longe da verdade. Nossos maiores líderes não são nem um pouco desconectados. Em vez de se posicionar no topo da cúpula organizacional, eles se colocam bem no meio e se cercam das pessoas com quem trabalham. Eles entendem que a ligação – que eu defino como um vínculo que cria energia – é a chave para se ter uma grande liderança.
 
É justamente essa habilidade de criar uma ligação interpessoal que traz à tona o melhor dos outros e os faz quererem seguir determinado líder; é a diferença entre administrar tarefas e liderar as pessoas. Quando funcionários descrevem os líderes mais influentes com quem já trabalharam, usam termos como “imparcial”, “distante” ou “individualista”? Longe disso. Eles usam adjetivos que refletem uma forte ligação: “apoiador”, “carinhoso”, “justo” e “acessível”.
 
Líderes imparciais, que focam nos resultados em detrimento de criar vínculos, incentivam ambientes não muito criativos e incapazes de sustentar resultados a longo prazo. Consciente ou inconscientemente acabam dominando aqueles com quem trabalham e, consequentemente, tornam-se indiferentes perante aqueles ao seu redor. Certamente esses líderes se sentem solitários. CEOs de primeira viagem correm mais risco de se tornarem solitários. Este sentimento, e suas consequentes realidades, podem afetar seu desempenho no trabalho.
 
De acordo com um estudo internacional, quase 70% dos executivos sêniores recém-nomeados disseram que a solidão tem impacto negativo em sua capacidade de cumprir suas funções. Líderes se sentiriam mais eficazes se focassem na criação de vínculos e em fornecer aos outros as ferramentas necessárias para o sucesso. 
 
A metáfora do alpinista
 
Quando se trata de criar uma ligação, a liderança é como a prática hábil de “dar segurança”, um mecanismo utilizado em escalada em rocha. Quando essa técnica é realizada por duas pessoas, uma atua como “base segura”, se posicionando na parte inferior da subida. O alpinista está conectado em uma extremidade da corda e o da “base”, utilizando um dispositivo preso ao cinto, prende a outra extremidade da corda para que o alpinista tenha folga suficiente para se mover, mas não o suficiente que ele possa despencar. Com o avanço do alpinista, a base permanece na parte inferior para dar segurança ao escalador e eliminar a folga na corda, conforme necessário. O alpinista, como um funcionário, pode assumir riscos justamente porque a base segura ¬– o líder – fornece uma poderosa combinação de segurança e flexibilidade.
 
Esta metáfora transmite a noção de um líder que conduz a partir de baixo, e não de cima. Ela evoca o poder de conexão e ligação entre líderes e outros. O líder é reconhecido como uma base forte e confiável que incentiva os funcionários a mirarem alto e atingir seu potencial. Eu chamo esses líderes de “bases seguras”. Eles criam vínculos fundamentados na confiança e carinho, e então (e só então) desafiam as pessoas a irem além, realmente inspirando-as, liberando o potencial enrustido de funcionários e de suas organizações. Como sua presença psicológica conta mais do que sua presença física, esses líderes podem ser bases seguras para milhares de funcionários. Longe de serem solitários, eles estão conectados às pessoas – possivelmente a muitas pessoas – em um nível profundo.
 
É hora de pararmos de reverenciar líderes que forçam seu caminho até o topo e lá permanecem, em todo seu isolamento imparcial. Em vez de focar no avanço da própria ascensão vertical de um líder, vamos pensar em como eles ajudam os outros a subirem e a atingirem grandes resultados. 
 
 
*Sobre o autor: George Kohlrieser é professor de Liderança e Comportamento Organizacional do IMD e autor do premiado Hostage at the Table: How Leaders Can Overcome Conflict’, Influence Others and Raise Performance. Seu novo livro se chama Care to Dare: Unleashing Astonishing Potential through Secure Base Leadership.
 

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por INESUL às 10:33


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