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BENEFICIOS NA SAÚDE E NA DOENÇA

Sexta-feira, 31.05.13

Os gastos com saúde têm pesado mais no orçamento das famílias e das empresas. Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012, mostra que os custos relativos à saúde tiveram participação de 7,2% na despesa média mensal das famílias brasileiras, o equivalente a R$ 153,81 por mês. Os remédios tiveram o maior peso nessa conta, com 48,6%, seguidos por plano ou seguro de saúde (29,8%) e, por último, hospitalização (0,7%). Atentas a esse cenário, muitas companhias passaram a incluir entre os benefícios oferecidos o subsídio para a compra de remédios e, em alguns casos, para os familiares dos colaboradores, por meio da adoção de um Programa de Benefícios de Medicamentos (PBM).

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (PBMA), grupo formado por quatro das maiores empresas do setor - ePharma, Funcional, Orizon e Vidalink -, já são mais de 2 milhões de trabalhadores beneficiados com o PBM adotado pelas companhias. A expectativa é de que em 2013 outros 3,5 milhões de empregados tenham acesso ao benefício. “Até pouco tempo atrás, poucas pessoas no Brasil conheciam o PBM, muito comum nos Estados Unidos. No entanto, a adesão de grandes empresas tem contribuído para a disseminação desse benefício”, afirma Luiz Monteiro, presidente da PBMA.

A Oi foi uma das primeiras a adotar a prática, em 2011, por meio de uma parceria com a Funcional, empresa especializada em inteligência em gestão de saúde. “Entendemos que é fundamental ter uma equipe saudável e com os melhores recursos de saúde à sua disposição”, diz Marcos Mendes, diretor de Relações do Trabalho da Oi. “Trata-se de uma complementação importante ao plano médico e odontológico que ajuda o colaborador a ser tratado integralmente”, avalia.

Dois tipos

A empresa oferece dois tipos de benefícios. O primeiro, intitulado “Benefício Medicamentos”, abrange todos os colaboradores e fornece subsídio para a compra de medicamentos destinada ao tratamento de doenças dos próprios colaboradores e de familiares. O segundo, conhecido como “Benefício Medicamentos de Uso Contínuo”, é um programa adicional para estimular os colaboradores e seus dependentes a tratarem adequadamente algumas doenças crônicas como diabetes e hipertensão e subsidiar a compra de medicamentos com essa finalidade. Em ambos os casos, o subsídio varia de 15% a 30% do valor do medicamento, de acordo com o salário.

O funcionamento do programa é simples. O funcionário recebe um cartão que pode ser utilizado na rede de farmácias credenciadas. No final do mês, a empresa recebe a fatura de cada cartão e desconta a diferença do valor subsidiado na folha de pagamento. De acordo com Mendes, o investimento tem sido fundamental para manter a equipe saudável. “O programa é um grande aliado na medida em que contribui para o engajamento do participante no processo de melhoria permanente de sua saúde”, esclarece.

Para o presidente da PBMA, o benefício garante aos funcionários maior adesão ao tratamento prescrito pelo médico já que, em muitos casos, as pessoas interrompem o tratamento por falta de dinheiro para adquirir os remédios. “O funcionário ganha ao ter seus gastos mensais reduzidos e a empresa se beneficia com funcionários mais saudáveis, que faltam menos e produzem mais”, exemplifica.

Contratação

Para as empresas que querem oferecer o benefício a seus colaboradores, Monteiro recomenda a contratação de operadoras especializadas no gerenciamento de PBM que, além de facilitar toda a implantação do programa, ainda contam com uma extensa rede de farmácias credenciadas.

 

Na média, o valor do subsídio oferecido pela empresa, explica o presidente, gira em torno de 50% do valor do medicamento, e pode ser feito por meio de desconto em folha, no qual a diferença referente ao valor do medicamento é deduzida do salário do funcionário. Outra opção é o “Subsídio de Medicamentos”, na qual a companhia contribui em espécie no pagamento de uma parte do valor.“Cerca de 80% das empresas preferem descontar o benefício do holerite dos empregados devido à praticidade da ação, mas as operadores estão aptas a ajudar a organização escolher a solução que melhor se adequa à sua realidade”, destaca.

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por INESUL às 18:19


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